domingo, 27 de outubro de 2013

Outra ideia de Alta Cultura

Outra ideia de Alta Cultura

Museus situados los Aglomerados Urbanos da Capital arquivam Narrativas Localidade: Não encontradas los museus Tradicionais

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Publicado em 27/10/13 - 04h00
Um dos Conceitos-chave da obra do pensador Francês Michel Foucault e A Noção de heterotopia, a Construção de "um Lugar de Todos os tempos, fóruns fazer tempo". Um Espaço Que encerre, EM Um Só Lugar, TODAS como épocas, Formas e gostos possíveis, Grandes Arquivos, EM UMA totalidade "Arqueológica". Uma das ilustrações Mais possíveis dEste Conceito, parágrafo o Filósofo, E o museu. E Bem Possível Que elemento tinha los Mente OS Históricos locais Opaco guardavam como Narrativas consagradas de Nosso tempo.


E e Bem Possível also Que elementos se deliciaria com uma ideia da Construção de Museus in favelas, Onde estao Histórias NEM de sempre vistas Pela "Alta Cultura". Numa inesperada inversão, falamos de UMA "Cultura do alto", dos morros e Aglomerados Urbanos Que, ASSIM Como Tudo Que pulsa vida, also Deixa Rastros, also produz Memória. "A importancia destas Iniciativas Passa POR colocar em foco Narrativas Que Localidade: Não São hegemônicas na historia", destaca Cíntia Oliveira, coordenadora do Programa Ponto de Memória faça Ibram (Instituto Brasileiro de Museus). A Instituição TEM Como Objetivo APOIAR Ações e Iniciativas de reconhecimento e Valorização da Memória social. "O Que fazemos E possibilitar Recursos parágrafo that they also possam compartilhar SUA Memória. Atualmente existem pontos de Memória de Diversas Temáticas: afro-brasileiras, LGBTT, Indígenas, ciganas. O museu E o Instrumento de Preservação POR Excelência e hum Espaço Onde ESSA Memória FICA Acessível ". Mas a Memória E apenas UMA das amarrações lógicas POR Trás dos Discursos de Respeito de Museus in favelas. A Própria ideia de hum museu "tradicional" E tensionada los falas Como um de Wellington Pedro da Silva, que Conselho Responsável Pelo Museu do Taquaril, na Região Leste da capital mineira. Desde o Início, EM 2009, um grupo proposal fazer era colocar a Comunidade do Taquaril não protagonismo fazer Projeto. "Um museu tradicional E Tido Como AQUELE Que Seu Processo museal ESTA voltado parágrafo Dentro do proprio museu. Nesse SENTIDO teremos OS museus de História, de Memória. São guardiões de hum Passado, de hum Modo de vida, EM SUA grande maioria com Bens materiais ", Afirma. A ideia de hum museu los favela E Diferente: Que trocadilho E OS processes that envolvem a Construção Desse ARQUIVO São also Pensar los Novas Formas de se analisar a Sociedade de Modo Geral. Silva se filia a hum Movimento Chamado Nova Museologia. "Ha hum Pouco Mais de 40 anos, museólogos se reuniram los Santiago, Chile, atendendo a UMA Convocação da Unesco parágrafo discutir a importancia EO Desenvolvimento do Museu No Mundo Contemporâneo", explica Silva. "Essa reuniao previa a Continuidade de muitos Padrões da Nova Museologia na Tentativa de promover a Noção de hum museu integrante e Integrado. O museu Integrado E Visto Como hum Elemento integrante e Orgânico de UMA Estrutura social, e cultural Maior, Como hum elo de UMA Corrente e Localidade: Não Mais Como UMA fortaleza UO ilha com Acesso Restrito ". Como sintetiza Oliveira, "o Compromisso com E a Construção social e Localidade: Não Mais com UMA Instituição fechada los si. A ideia Capturar E OS entornos also ". social. Estes entornos São pautados POR questões Que ultrapassam a fruição estética proporcionada Pelo museu. Se Foucault Falava los UMA "imobilidade cristalizadora", Que soe deixasse Longe do Mundo "Lá Fora" when adentrássemos hum Museu, O Movimento da nas favelas E de Mobilidade.Museus Como Agentes de Mudanca e Promotores faça Desenvolvimento, Que se tornem "Plataformas solidas de Gestão com vistas a ajudar a melhorar a Qualidade de Vida das PESSOAS", Como argumentação Silva. è dificil dissociar UMA Questão da outra. A gênese do Museu Muquifu, não Aglomerado de Santa Lúcia, Região Sul de Belo Horizonte, a VEM UMA Década de Atrás, nenhum dia 10 de Dezembro, when UMA bala Disparada POR ALGUEM não atingiu hum policial militar local. Como forma de Repressão, Os Policiais ocuparam o local, Ate O dia 24. Nesse PERÍODO, assassinaram hum morador local, Que tinha o MESMO nomo fazer Suspeito de ter disparado o Tiro nenhum policial. "Um servente de pedreiro, (SEM Envolvimento com o Tráfico) Morto FOI, Próximo de Onde E Hoje o museu, na Praça do Boi", relata o Padre Mauro Luiz Silva, idealizador e curador do Museu. "Essa situacao de excessos da Polícia Gerou UMA rearticulação da Comunidade, com a Intenção de Fazer Algo duradouro". No Ano seguinte nasceu de comissão Quilombo do Papagaio, Que, anualmente, Promove o Evento Três Semanas de Paz e Cidadania, Entre Os Dias 20 de Novembro (Dia da Consciência Negra) e 10 de Dezembro (Dia Internacional dos Direitos, Humanos). Uma das Edições tratou da Questão da Preservação da Memória. "Ja existia hum vasto o material Produzido, Escrito, fotográfico, e queríamos GUARDAR ISSO los hum Lugar Que Localidade: Não Fosse NAS Gavetas. Decidimos CRIAR UM Espaço, o Muquifo, Onde essas COISAS ficariam expostas ", lembra o pároco. O Inventário, portanto, E e partilhável local. Como aponta Oliveira, Ø Acervo Museu de hum E FAZER ALGO PRÓXIMO QUE ACONTECE pt nossas FAMÍLIAS. "Mas Nesse Caso nao è so para voce, E Todos parágrafo, parágrafo a Comunidade. E a LOCALIZAÇÃO de repositorios de Memória, faça Acervo Que a Comunidade Vai decidindo ".










Visite 
o Museu do Taquaril
Rua Pedro de Cintra, 156. A Taquaril Museu dos Quilombos e favelas Urbanos (Muquifu) Beco de Santa Inês, 30. Barragem de Santa Lúcia

Obras repaginam espaços

Obras repaginam espaços  

Quatro galerias de Inhotim exibem novos trabalhos do acervo do instituto e recebem visitas a partir de amanhã

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Novas Obras em Exposicao
Criações. Obras de Luiz Zerbini são destaque da galeria Praça, onde também está montada, na entrada, instalação de Marcius Galan
PUBLICADO EM 23/10/13 - 04h00
Conhecidas desde 2006, quando o Instituto de Arte Contemporânea Inhotim foi aberto para livre visitação, em Brumadinho, as galerias Mata, Praça, Lago e Fonte, que abrigam mostras temporárias, expõem novas obras a partir de amanhã. Pertencentes ao acervo do centro, parte das criações a serem vistas são deste ano, como as pinturas do paulista Luiz Zerbini levadas à galeria da Praça. É também recente a instalação “Imóvel/Instável” (2011), de Marcius Galan, que agora figura na entrada do mesmo espaço.

De acordo com a curadora Júlia Rebouças, essa é a segunda grande mudança do acervo que ocorre nessas galerias desde a abertura do centro, há sete anos. Mas nem todos os ambientes expositivos foram completamente repaginados. A única que teve o seu conteúdo integralmente redesenhado foi a galeria Fonte, que acolhe trabalhos centrados no gênero da natureza morta.
“Esse é um tema bastante caro à história da arte em vários momentos. Aqui, nós encontramos criações que atravessam esse universo, como os objetos de Alexandre Cunha. Ele tem um tipo de olhar muito marcado pelo humor. Materiais de uso cotidiano, como um rodo, ganham outra função, e algo que originalmente é maleável aparenta ter uma forma rígida. Por outro lado, aquilo que é conhecido como um produto firme se revela frágil. Ele brinca com essas noções”, explica Júlia.
Ainda para essa galeria foram selecionadas obras de vasta importância no cenário da arte contemporânea em dimensão nacional e internacional. É o caso, por exemplo, da série de fotografias “Fotoformas”, de Geraldo de Barros (1923-1998). Produzidas na década de 50, segundo Rebouças, tais fotos depois serviram de referência para muitos nomes que se alinharam ao concretismo e ao neoconcretismo no país.
“É também bastante significativa a coleção de desenhos de Geraldo de Barros, que ele compôs antes de realizar algumas de suas esculturas. Nesses esboços, nós reconhecemos o estudo empregado por ele, buscando já ali no espaço bidimensional saídas que pudessem fazer com que aquelas formas saíssem do papel”, acrescenta a curadora.
Somam-se a esses dois artistas, outros doze, Damián Ortega, Gabriel Orozco, Hitoshi Nomura, Jiro Takamatsu, João Maria Gusmão & Pedro Paiva, Jorge Macchi, Mauro Restiffe, Robert Morris, Rivane Neuenschwander, Sara Ramo e Tacita Dean, representados naquele ambiente. Nesse, a fotografia ganha destaque também com as séries de Nomura, Rivane e Sara, que tem um vídeo também na galeria Lago. Enquanto o primeiro aborda a questão do tempo ao fotografar o desaparecimento de escultura feita de papelão, a mineira Rivane coleciona imagens de pequenas esculturas informais produzidas durante encontros ao redor de mesas de bares e restaurantes, e Ramo mostra dípticos de curiosas cenas de banheiros.
Já em Mata, o venezuelano Juan Araujo apresenta uma mostra inédita, criada à convite do próprio Inhotim. Nela, o artista, que se dedica à pesquisas nas áreas de pintura e arquitetura, reúne obras inspiradas em sua recente visita a Minas Gerais. “Eu estou trabalhando nesse projeto há um ano e escolhi como referências para minhas pinturas uma das obras de Inhotim (“Invenção da Cor, Penetrável Magic Square # 5, De Luxe”), de Hélio Oiticica, a arquitetura modernista da Pampulha, além do barroco mineiro”, diz Juan Araujo.
Por fim, em Lago, o visitante terá contato com a escultura “A Cabra” e a colagem “Olê, O Picolé”, ambas de Marepe, que refletem a profunda relação do baiano com a cultura local. “Ele nunca saiu de Santo Antônio de Jesus, uma pequena cidade onde vive. No Nordeste, dizem que quando nenhum animal mais aguenta a seca, a cabra é uma das poucas que sobrevive. Esse trabalho é também uma metáfora para a própria resistência”, diz Júlia.

Artistas joinvilenses avaliam Instituto Schwanke e MAC em Joinville

Artistas joinvilenses avaliam Instituto Schwanke e MAC em Joinville

Bate-papo artístico: Anexo conversou com Ricardo Kolb, Nilton Tirotti, Giovanna Fiamoncini e Sérgio Adriano H.

Artistas joinvilenses avaliam Instituto Schwanke e MAC em Joinville Alexandre Schwanke/Reprodução
Foto: Alexandre Schwanke / Reprodução
Tuane Roldão
Anexo — De que formas o Museu de Arte Contemporânea pode impactar na situação do setor em Joinville? Qual sua importância?
Sérgio Adriano H  Joinville ainda não descobriu a importância do museu e das artes para o impacto cultural e econômico. Aqui, não me refiro somente às artes visuais. A arte ocupa uma função indispensável na vida das pessoas e na sociedade, aprimora a civilização, nos leva a pensar em uma concepção melhor sobre o mundo, abre perspectiva de leitura e rompe preconceitos. É preciso que os governantes e a comunidade saibam da importância das artes para a construção de um 'ser pensante'.
Ricardo Kolb  Joinville sempre se manteve construtiva nos acontecimentos artísticos de Santa Catarina e acho quase natural que todo esse esforço culmine na realização de um museu semelhante ao Museu Oscar Niemayer em Curitiba. Isso, sem dúvidas, atrairá acontecimentos e exposições de artes contemporâneas, criando muita energia transformadora – não somente para as artes, mas para as pessoas em geral. O museu representa um espaço representativo e transformador para toda a cidade. O formato do museu é aberto, o que funciona como atrativo para trazer informação, pessoas de fora que contribuam com palestras, com ideias. É um espaço que possibilita o trânsito de ideias, incentiva, motiva, encoraja o surgimento de novos artistas. Tem potencial de tornar a cidade diferente, mais madura, cosmopolita, tratando de temas diferentes.
Nilton Tirotti  Ao instituir um espaço, estudado e planejado, para acomodar exposições, constroem-se referências proporcionadas pelas propostas variadas em exposições internacionais de arte contemporânea. As experiências estéticas vivenciadas na própria cidade favorecem o público e, em especial, os artistas a evoluir em sua produção. É uma grande oportunidade de desenvolver o lado humano das pessoas habituadas à dinâmica de uma cidade industrial.
Giovanna Fiamoncini  Acompanhei o drama de vários gestores à frente do Museu de Arte de Joinville para a construção de um acervo adequado para comportar as obras e sei que perdemos muito até a última gestão, comandada por Carlos Alberto Franzoi, conseguir realizar o projeto de climatização e catalogação do acervo do MAJ. Estive presente como conselheira consultiva e auxiliei, junto ao conselho, no processo de doação de obras. Fiquei impressionada como, em quase totalidade, o acervo é composto por obras tradicionais e não corresponde à realidade do que foi exposto em toda a sua história. E tivemos várias exposições importantes que simplesmente não tiveram doações ou não possuem também um registro de qualidade; é uma parte importante da história que perdemos. Joinville está mudando. Esse cenário nos mostra que o Museu de Arte Contemporânea é extremamente pertinente e necessário para a cidade e que há uma vontade coletiva maior para sua realização.
Anexo — Como o Instituto Luis Henrique Schwanke contribui para a difusão da arte contemporânea na cidade?
Ricardo Kolb  Primeiramente, o instituto tem por finalidade salvaguardar as obras, a história e, principalmente, o legado sobre arte contemporânea que o artista deixou. O local ajuda manter vivas suas ideias, reintegrando seus trabalhos aos circuitos expositivos pelo País.
Nilton Tirotti  Trata-se de uma instituição que está sempre atualizada com as questões da arte contemporânea e promove encontros com personalidades atuantes do cenário nacional. Há ocasiões para o diálogo direto, universo da arte e minhas inquietações nos projetos que desenvolvo. O instituto cria os acessos necessários para a pesquisa do artista em seu trabalho.
Giovanna Fiamoncini  O espaço é, hoje, a única entidade voltada exclusivamente à divulgação, ensino e preservação da arte contemporânea em Joinville. Faço parte de uma classe de artistas que produzem obras de essência conceitual e a oportunidade que eu tinha para absorver esse conteúdo – tanto para conhecimento quanto para inspiração e referências – era através de leitura e da internet. Experiências pessoais só eram possíveis através de viagens até outras capitais próximas, como Porto Alegre e Curitiba, ou aguardando as raras produções locais com essas características. Antes da criação do instituto, pouco se falava ou mostrava sobre esse tipo de arte em Joinville.
Anexo — O que você espera de um instituto e de um museu de arte contemporânea?
Sérgio Adriano H  O museu tem que ser uma prioridade e uma oportunidade para todos, rompendo alguns paradigmas e pré-conceitos – passando, literalmente, a ser uma opção de lazer para a população. 
Acima de tudo, conhecer arte contemporânea é conhecer a cultura atual. A Arte mudou porque nós mudamos. E o instituto tem a oportunidade de mudar seu entorno e nossa cidade.
Ricardo Kolb  Espero que traga uma grande transformação nos aspectos culturais da cidade, fomentando a criatividade em todos os níveis.
Nilton Tirotti  Um compromisso com a pesquisa em arte. Isento de preferências políticas ou de tendências conceituais para, de forma ampla, contribuir com a formação, o fomento e a fruição da produção em arte da região sul do Brasil. Uma instituição além das pessoas, um organismo vivo respirando cultura.
Anexo — Seu trabalho já sofreu alguma influência de Schwanke? Se sim, como funciona esse processo?
Sérgio Adriano H  Com cerca de oito anos, sentado no ônibus no terminal central de Joinville, olhei para a praça da Bandeira e me deparei com colunas feitas de baldes. Perguntei para minha mãe o que era aquilo. Ela respondeu que não sabia, mas que era arte. Foi assim que tive o primeiro contato com a arte contemporânea, e logo com uma obra do Schwanke. Em 2008, expus no térreo da antiga fábrica da Cervejaria Antarctica, antes que o prédio fosse interditado. Essa exposição marcou minha carreira e me tornou ainda mais admirador do Schwanke.
Ricardo Kolb  Não me espelho em si no trabalho, mas na postura de como ele abordava as questões da arte. Me inspiro nele pra construir algo que tenha virtude. Tudo é muito preconceituoso: dentro da nossa concepção podemos não querer fazer algo por não considerar importante; por isso, olhando para o outro, podemos ver algo substancial que nem todo o mundo enxerga, que não havíamos visto antes. Arte não tem uma regra, uma linha que você segue criando dogmas. Arte é liberdade, possibilidades.
Nilton Tirotti  Não percebo uma influência direta, porém, conhecendo os seus métodos de criação e discussão de suas ideias com pessoas da área, sou estimulado a olhar e ouvir o meu entorno profissional.
RICARDO KOLB
Graduado em design industrial pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), mas atua como artista plástico autodidata desde 1988. Participou de mais de 30 exposições coletivas e individuais e recebeu alguns prêmios – como, em 1989, no 2º Salão Aaplaj da Paisagem Urbana; em 1994 e 1995, no Salãode Artes de Itajaí; e em 1996, no 4º Salão de Artes Victor Meirelles. Ele é membro do Colegiado Nacional de Política Cultural (CNPC) do Ministério da Cultura no setorial de artes visuais. Atualmente, trabalha em uma exposição itinerante patrocinada pelo Sesc-SC.
NILTON TIROTTI
Nasceu em São Paulo, mas vive em Joinville desde 1996. Graduado em design dez anos antes, concluiu mestrado na mesma área em 2003, pela Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc). Entre as exposições que participou, destacam-se o 9° Salão de Artes de Itajaí, em 2003, e o 9º Salão Chapecoense de Artes, em 2011, nos quais o artista foi premiado. Entre 2009 e 2012, fez parte da equipe gestora da Fundação Cultural de Joinville.
GIOVANNA FIAMONCINI
A joinvilense é formada em desenho industrial com habilitação em programação visual pela Univille e especializada em Inovação e gestão do design. Realizou a exposição individual Chronos (Galeria de Arte Victor Kursancew, 2000) além de ter participado das coletivas +Femina  (Museu de Arte de Joinville), 31º, 32º e 33º Coletiva de Artistas de Joinville (Museu de Arte de Joinville, 2001, 2002 e 2003). Fundadora e integrante do grupo de performance Impar desde 2002, participou de diversas intervenções urbanas e happenings, incluindo a participação na obra Anarcademia, de Dora Longo Bahia (28º Bienal de São Paulo, 2008).
SÉRGIO ADRIANO H.
Foi atleta por mais de dez anos, até que, em 2001, teve o contato inicial com o mundo artístico na Casa da Cultura, em Joinville. No ano seguinte, iniciou o curso de Artes Visuais na Univille. Desde então, já realizou cerca de 70 exposições e performances e foi premiado no 1° Salão dos Novos de Blumenau e no 10° Salão Nacional de Arte de Itajaí. Em 2013, foi selecionado com o Grupo P.S. para o Programa Rumos Artes Visuais do Itaú Cultural. No momento, cursa mestrado em Filosofia da Arte e Semiótica na Faculdade de São Bento, em São Paulo, e trabalha no projeto Impressões do Tempo e suas Inquietações.
Clique aqui e confira a página especial criada para a série, com linha do tempo, vídeos e galerias de imagens.

8 histórias sobre a origem de estereótipos da cultura pop

8 histórias sobre a origem de estereótipos da cultura pop

Muitos autores hoje contam com sucesso de personagens e ideias que já apareceram 99 vezes antes, mas que fizeram sucesso em todas as aparições. Quem diz que não irão agradar na 100ª vez?
Mas esses estereótipos tão conhecidos da cultura pop tiveram que começar em algum lugar, certo? E muitas das histórias por trás dos nascimentos de diversos clichês são curiosas. Confira:

8. Coelhos e cenouras

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É quase impossível pensar em coelhos e não associar com cenouras. Aliás, essa imagem está em propagandas, desenhos animados, fantasias. Apesar de coelhos não comerem cenouras, o clichê continua. Isso veio do famoso personagem Pernalonga. Comer cenoura funcionava para aquele coelho em particular porque isso foi inventado. A equipe que introduziu cenoura ao personagem só foi formada em 1940, quando Pernalonga foi exibido pela primeira vez mastigando o vegetal. A razão para isso foi porque a Looney Tunes na época também se dedicava à paródia e à sátira. Ao mastigar uma cenoura enquanto conversava calmamente, Pernalonga estava imitando uma famosa cena do filme de 1934 “Aconteceu Naquele Noite”, em que o ator Clark Gable fez exatamente a mesma coisa. O público da época entendeu a piada, mas depois, todos se esqueceram de Gable (pecado!) e interpretaram a situação de forma literal, tornando coelhos e cenouras inseparáveis nas mentes de muitos.

7. Loira burra

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Embora muitos possam pensar que os personagens ficcionais fracos de intelecto de Marilyn Monroe foram o impulso para cada piada de loira burra, a verdadeira culpada viveu quase 200 anos antes. Mademoiselle Rosalie Duthe, uma debutante francesa loira, era bem conhecida entre os parisienses por ser bonita, rica e bem lenta, se é que vocês me entendem. Ela levava uma eternidade para responder a uma pergunta simples, não devido à timidez, mas porque realmente levava todo esse tempo para pensar em uma resposta. Em 1775, um dramaturgo chamado Landrin produziu uma peça de um ato que caracterizava uma mulher loira mentalmente lenta que foi descaradamente inspirada em Duthe. A peça foi um enorme sucesso, para desgosto da garota. Ela até tentou oferecer beijos a qualquer poeta que escrevesse algo de bom sobre ela, mas ninguém aceitou, e a peça deu origem a 230 anos (e contando) de personagens com cabelos claros e um QI sub-humano.

6. Policiais e rosquinhas

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As origens do policial gordo, arma em uma das mãos e donuts na outra, remontam à década de 1950, quando as primeiras viaturas policiais nasceram. Oficiais, antes acostumados a caminhar por todas as horas da noite, agora dirigiam pela cidade por todas as horas da noite. Obviamente, isso podia se tornar cansativo. As lojas de donuts tendiam a ser os únicos lugares abertos à noite naquela época, pois tinham que se preparar para a corrida maluca de clientes no início da manhã. Os policiais paravam nessas lojas no meio da noite para tomar uma xícara de café e comer um doce, a fim de mantê-los despertos. A visão de lojas de donuts às 4:00 da madrugada sendo frequentadas quase que inteiramente por policiais era muito divertida para não ser explorada por Hollywood, e a tradição de criar oficiais heroicos doidos por donuts começou oficialmente.

5. Fantasmas dizem “Bu!”

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O que parece ser uma coisa aleatória para um fantasma dizer, na verdade surgiu há mais de 275 anos. Em 1738, foi publicado um livro chamado “Scotch Presbyterian Eloquence Display’d”, que contava com o seguinte verso: “disse o Bairn, eu não acredito em Deus, pois Deus é um Bu, mas eu vou acreditar em Cristo, pois ele é doce, papai, e ele é bom” (em tradução literal deliberada). O trecho continua até dar a entender que Deus, sem Cristo, era um “Bu”. Também diz que bu (original: “Boo”) é uma palavra usada no norte da Escócia para assustar crianças chorando. Não existe explicação de por que os escoceses decidiram que “bu” era uma palavra assustadora, ou por que escolheram dizê-la a crianças chorando. Independentemente disso, “bu” rapidamente se tornou a palavra para surpreender alguém de uma forma assustadora, por isso, quando as primeiras histórias de fantasmas começaram, cerca de um século mais tarde, fazia sentido que os fantasmas gritassem “Bu!”. E fazemos isso até hoje.

4. Ratos amam queijo

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Coelhos gostam de cenoura, mas ratos amam queijo, pelo menos de acordo com todos os ratos ficcionais que conhecemos. Os animais reais, no entanto, nem gostam de queijo, o que explica por que pessoas são incentivadas a usar outros alimentos em armadilhas. Mas de onde surgiu esse mito, então? O fato é que frigoríficos não existiam em 1500. Naquela época, o armazenamento de alimentos como um todo era extremamente diferente. Carne ficava pendurada em ganchos, e muito poucas coisas eram mantidas na despensa. Queijo, no entanto, era um item de despensa, o que significa que, quando um rato entrava em uma casa em busca de algo para mastigar, geralmente encontrava queijo e não muito mais que isso. Mesmo que não seja seu alimento preferido, ratos vão comê-lo se não conseguirem encontrar nada mais. Sendo assim, muitas pessoas capturaram ratos naquela época com queijo, espalhando uma crença popular de que eles amam o produto – quando isso não é verdade.

3. Touros e capas vermelhas

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Há uma boa chance de que você saiba que touros não veem cores, e o movimento constante da capa é o que o irrita. Essa capa pode ser literalmente de qualquer cor no mundo, então por que vermelho? Na verdade, vermelho não é a sua cor exclusiva. Durante a maior parte da luta, o matador irrita o touro com uma capa chamada de capote, que ostenta cores como magenta, azul e dourada. Somente no final da luta, quando o touro está pronto para morrer, que vem a capa vermelha (chamada de muleta). A mudança de cor é por uma única razão: o touro está prestes a ser assassinado, e a capa vermelha ajuda a cobrir o sangue. Só porque o público pagou um bom dinheiro para ver um animal ser brutalmente morto não significa que eles querem ficar enjoados enquanto isso acontece. Como a morte do touro é o evento principal, a capa vermelha chama muito mais atenção do que as outras. Portanto, toureiros fictícios lutam com capas vermelhas 100% do tempo. Porque os touros odeiam coisa vermelha, certo? Não, está mais para humanos odeiam coisa vermelha, mas querem vê-la mesmo assim.

2. Uniforme de preso é listrado de branco e preto

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Uniformes de prisão podem ser de qualquer cor. Em São Paulo, já foram de cores como bege e amarelo. Nos EUA, são comuns em laranja. No entanto, quando se pensa em preso, logo se imagina um uniforme preto e branco listrado. Ele ainda é visto em desenhos animados, fantasias, brinquedos, jogos. De onde vem isso? As listras já foram reais. John Cray, diretor da Prisão Auburn em Cayuga County, Nova York (EUA), criou tais uniformes na década de 1820 como uma forma de garantir que a fuga fosse quase impossível. Qualquer preso que tentasse escapar estaria vestido tão distintamente que os civis poderiam facilmente identificá-lo e ajudar na sua recaptura. Os uniformes saíram de uso em 1904, porque o estado considerou-os um “emblema da vergonha”. No entanto, eles nunca realmente saíram de “moda”, porque a roupa fascinante continuou a ser retratada com frequência na ficção.

1. Cantora de ópera obesa

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Apesar de muitas estrelas da ópera não serem gordas, a maioria é descrita ou retratada assim. Por que a cultura pop iguala ópera com obesidade? Parece que podemos rastrear essa tendência a uma personagem da ópera “Der Ring des Nibelungen”, de Richard Wagner, chamada Brunhilde, que fechava o show cantando por 20 minutos direto. Apesar de Brunhilde parecer bastante esbelta em retratos, a maioria das atrizes que a representaram eram um pouco maiores (mas não obesas). O sucesso desta ópera fez com que Brunhilde fosse o rosto desse estilo musical. Tal coisa combinada com a tendência da humanidade de exagerar e caricaturar deu origem à imagem popular da mulher obesa e arrogante cantando sem parar. Em inglês, existe até a expressão “Não acaba até que a senhora gorda cante”, originalmente sobre Brunhilde, a “senhora gorda” cujo canto sinalizava o fim de um longo show. [Listverse]